segunda-feira, 30 de junho de 2008

Morros de Providencia



Que espantoso o que aconteceu no morro da providencia, não é mesmo?
A morte determinada. Cruelmente. Assustadoramente.
Entregar alguém para a morte. Inocente sacrificio. Injustificavel.
Qual a motivação? Por que razão? Coisas que não conseguimos explicar, e nem mesmo aceitar.
De alguém que se esperava a segurança vem um ato horrendo e covarde. Ou será de coragem?
Depende da providencia!
Aqui no Rio de Janeiro uma covardia lamentável com motivações levianas e cruéis.
Mas noutro morro de Providência, o Moriá, uma coragem vislumbrante motivada por uma prova de fé, um apaixonado pai entrega o filho como um sacrifício ao Único Deus que poderia lhe providenciar não só um filho, mas a plena restauração dele. Ele tinha que entregar o filho para não perde-lo definitivamente. Isso é fé corajosa.
Foi então no morro da Providência divina que um cordeiro apareceu e tomou o lugar do filho amado. Espantosamente maravilhoso. Como no Calvário, o amor de Deus providenciou a morte de Um Justo por tantos outros que pudessem confiar em Sua grandiosa Providência.
Os homens entregam-se a motivos falsos e enganosos. Só causam dor e sofrimento.
Deus se entregou por nós para que a morte gerasse vida. Que tal se entregar também? A Ele, tão somente à Ele.
Pr. Eliezer F. Almeida
"Não é tolo aquele que dá o que não pode guardar, para ganhar o que não pode perder".
(Jimm Elliot, mártir entre os Aucas)

video

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Amor de Deus


Conta-nos Dr. Gordon a história de Jorge Matheson, quando soube que estava condenado à cegueira. Um jovem estudante atravessava a praça duma das antigas universidades escocesas, indo de caminho para o seu quarto no internato. Não se sentia bem. Seus olhos estavam fracos, o que tornava o trajeto difícil. Seguindo o conselho dum amigo, havia consultado um especialista em doenças da vista. O médico, depois de um exame minucioso, o avisara firmemente que havia de perder a visão em pouco tempo. Um terrível soco entre os olhos não poderia tonteá-lo mais do que esta notícia. O seu coração estava perturbado. Perderia a visão!... Todos os planos que tão esperançosamente arquitetara desfaziam-se na sua frente. Com a perda da visão ir-se-iam o ensino na universidade e todos os seus sonhos dourados. Perturbado, confuso, saiu do consultório médico apalpando o caminho como um sonâmbulo. Jorge era noivo. Encaminhou-se em direção à casa da querida noiva, esperando, sem dúvida, alguma palavra de conforto para o coração dolorido. Como daria ele a triste noticia à moça que ele tanto amava e que prometera ser sua esposa? Seus planos estavam todos mudados; e como receberia ela a notícia?! Quando lá chegou, contou-lhe em palavras brandas mas briosas a sua situação, sua mudança de planos, dizendo-lhe que ela teria liberdade para decidir segundo julgasse melhor. A noiva aceitou a liberdade! A rejeição da noiva foi o segundo golpe. Pela segunda vez, saiu tristonho e sem enxergar o caminho em que pisava. O golpe parecia acima de suas forças, e a dor lhe sufocava o coração! Mas não estava só. Alguém o aguardava e ternamente fortaleceu seu coração quebrantado, falando-lhe palavras amorosas e dando-lhe o bálsamo do conforto e do verdadeiro amor. O moço entregou-se nos braços do Verdadeiro Amigo e todas as dificuldades foram vencidas. Uma nova disposição o dominou, tomando inteira e permanente posse de sua vida. E do seu coração quebrantado, mas cheio de conforto, saíram palavras de louvor e gratidão a Deus, o Amor que nunca muda sejam quais forem as circunstâncias. Estas palavras são cantadas com a música do hino n° 19 do Cantor Cristão ou 38 do Hinário Evangélico.
Transcrevo aqui apenas duas estrofes desse hino traduzido para o português:

"Amor, que por amor desceste,
Amor, que por amor morreste,
Oh! Quanta dor não padeceste,
Meu coração pra conquistar,
E meu amor ganhar.

Amor que nunca, nunca mudas,
Que nos teus braços me seguras,
E cerca-me de mil venturas.
Aceita agora, ó Salvador,
O meu humilde amor."

terça-feira, 24 de junho de 2008



Timóteo, diácono de Mauritânia, e sua mulher Maura, mal haviam completado três semanas de união matrimonial, quando se viram separados pela perseguição. Timóteo, preso por ser cristão, foi levado perante Arriano, governadores de Tebas, que sabedor de que ele estava de posse da Sagrada Escritura, exigiu que a entregasse para ser queimada. Ao que Timóteo respondeu: “Se eu tivesse filhos, preferiria antes entrega-los ao sacrifício, que me separar da Palavra de Deus”. O governador, grandemente irado com esta contestação, ordenou que lhe arrancassem os olhos com um ferro em brasa, dizendo: “Pelo menos os livros não terão mais utilidade para você, pois não será capaz de lê-los”.
A paciência de Timóteo diante desta ação foi tão grande, que o governador exasperou-se ainda mais. A fim de quebrantar sua fortaleza, ordenou que o pendurassem pelos pés, com um peso ao pescoço, e uma mordaça na boca. Ao contempla-lo neste estado, Maura pediu-lhe ternamente que se retratasse, por causa dela; porém ele, ao retirarem a mordaça da boca, em lugar de atender aos pedidos da esposa, censurou-a intensamente por seu desviado amor, e declarou sua resulução de morrer pela fé. A conseqüência disso fez com que Maura decidisse imitar sua coragem e fidelidade, e segui-lo para a glória. O governador, após tentar em vão fazê-la mudar de idéia, ordenou que fosse torturada, o que se cumpriu com grande severidade. Depois disso, Timóteo e Maura foram crucificados lado a lado, em 304 d.C.
Fonte: O livro dos Mártires/ John Fox/ Editora CPAD/ pág. 33.

quarta-feira, 18 de junho de 2008


"A vida que não passamos em revista não vale a pena viver.
Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância."
Socrates -




"Não sei...se a vida é curta ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silencio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaria,
desejo que sacia,
amor que promove,
e isso ai não é coisa do outro mundo,
é o que dá sentido á vida,
é que faz com que ela nem seja longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira ,
pura enquanto durar"
Cora Coralina



"Território ocupado pelo inimigo - é isso que o mundo é.
O cristianismo é a história de como o Rei de justiça desembarcou disfarçado,
e está chamando-nos para tomar parte numa grande campanha de sabotagem"

- C.S.Lewis - 1952
(Como Viver Acima da Mediocridade)